22 março 2011

Um belo cacho de medronhos

Um belo cacho de medronhos...
Um belo cacho de medronhos...

É a partir destes frutos que se produz a tão famosa e apreciada aguardente de medronho da Serra de Monchique.

Esta imagem foi obtida no decurso da VI Corrida Fotográfica de Monchique, mas não submetida a concurso.

No momento da escolha é sempre difícil tomar uma decisão...

06 março 2011

'Um calcesinho dela'...

'Um calcesinho dela'...
'Um calcesinho dela'...

'Um calcesinho dela'... é a expressão que se utiliza em Monchique quando nos referimos a um cálice de aguardente de medronho.

E foi esta a imagem com que participei na VI Corrida Fotográfica de Monchique, realizada em Novembro último, no tema 'Gastronomia'.

As fotografias dos vencedores - que não é o meu caso - encontram-se agora expostas no 'Espaço Jovem', junto à Junta de Freguesia de Monchique, até 25-03-2011.

Não perca.

03 fevereiro 2011

A águia-de-asa-redonda (buteo buteo)

Águia-de-asa-redonda (buteo buteo)
Ainda há águias na Serra de Monchique

Esta águia-de-asa-redonda (buteo buteo) - julgo que não estou enganado na espécie, mas, se estiver, corrijam-me - costuma aparecer numa zona relativamente habitada, não muito afastada da Vila de Monchique. Presumivelmente, é esse o seu teritório de caça.

Fico feliz sempre que a vejo. Porque ainda há águias na Serra de Monchique.

17 janeiro 2011

Algumas árvores morrem de pé

Algumas árvores morrem de pé
Algumas árvores morrem de pé

Costuma dizer-se que as árvores morrem de pé. Umas vezes por falta de água, outras por excesso dela, acrescento eu.

Foi o que aconteceu a este velho sobreiro, que teve a desdita de ser apanhado no meio duma charca e perecer, lentamente, enquanto as suas raízes sossobravam à míngua de oxigénio.

No entanto, o seu espírito parece ainda vaguear pelo interior das águas turvas, testemunhando que, um dia, teve vida própria, foi uma árvore bela e imponente e, curiosamente, produtiva para o algoz que lhe traçou o destino.

01 janeiro 2011

Um arco-íris perfeito

Um arco-íris completo
Um arco-íris de ponta a ponta

Para quem, como eu, se encantou com o arco-íris desde criança, é sempre um agrado apreciá-lo em qualquer circunstância.

Apanhei-o aqui a circundar uma casa rural de Monchique, numa tarde de borrasca, com a vertente sul da Fóia como fundo.

19 dezembro 2010

Boas Festas

Boas Festas
Boas Festas

Para todos, os meus sinceros votos de


Festas Felizes

08 dezembro 2010

Uma fotografia 'impressionista'

Uma fotografia 'impressionista'
O 'impressionismo' da natureza

Uma fotografia do reflexo do céu e algumas árvores nas águas duma barragem, onduladas por uma ligeira brisa, pode muito bem confundir-se com uma pintura impressionista, salvo o devido respeito pelos pintores desse movimento artístico, nomeadamente o seu iniciador Claude Monet.

Esta foi obtida numas das minhas habituais caminhadas pelas sendas da nossa Serra de Monchique.

06 dezembro 2010

O antigo Moinho da Mitra

Antigo Moinho da Mitra, na Foz do Banho, Caldas de Monchique
O que resta da roda de pás do antigo Moinho da Mitra

Isto é o que resta da roda de pás do antigo Moinho da Mitra, na Foz do Banho, Caldas de Monchique.

Nada sei sobre ele a não ser que constou, em tempos, que o Estabelecimento Termal das Caldas de Monchique se chegou a interessar pelo caso - terá sido? - mas é, realmente, uma pena que se encontre neste estado.

A avaliar pela roda de pás, o seu interior sabe-se lá como estará. Mas como "dona de casa asseada pela rua é conhecida"...

Mais abaixo, na mesma ribeira do Barranco do Banho, existiram mais dois, que, ao que parece, estarão irremediavelmente perdidos.

Compare aqui com o Moinho do Poucochinho, no Barranco dos Pisões, restaurado pela Junta de Freguesia de Monchique.

03 dezembro 2010

O miriápode diplópode e o cogumento

Época das chuvas, tempo de cogumelos e diplópodes
Chamem-lhe miriápode diplópode, piolho-de-cobra ou o que quiserem, para mim, é uma rodilha...

Esta variedade de diplópode, conhecido por alguns como piolho-de-cobra, a que sempre ouvi chamar rodilha, alimenta-se de erva e de detritos e, se lhe tocarmos, deita um cheio nauseabundo como defesa.

Certamente, por isso, o apanhei junto a este cogumelo em decomposição, onde encontrava abrigo e alimento, nesta altura do ano em que as condições atmosféricas não são muito aprazíveis.


22 novembro 2010

Galeria de S. António - 'Amália Meu Amor'

Trabalho da artista Dulce Margarido para a Exposição Colectica 'Amália meu Amor', na Galeria de S. António - Monchique
Quadro de Dulce Margarido na Exposição Colectiva 'Amália Meu Amor'

Na Galeria de S. António, em Monchique, decorre a Exposição 'Amália Meu Amor', até 9 de Fevereiro de 2011.

Trata-se duma exposição temática colectiva em que 18 artistas nos apresentam trabalhos recordando a fadista Amália Rodrigues falecida em 1999.

O quadro da autoria de Dulce Margarido proporcionou-me esta fotografia que apresento aqui.

Não perca esta exposição que reputo das de melhor nível já realizadas na Galeria de S. António.

19 novembro 2010

O Coelho Doméstico

Coelhos domésticos, uma variante do coelho-comum (oryctolagus cuniculus)
Coelhos domésticos, uma variante do coelho-comum (oryctolagus cuniculus)

É assim que os coelhos-domésticos fazem o ninho e se reproduzem.

Descendentes do coelho-comum, habitualmente denominado coelho bravo (oryctolagus cuniculus), estes pequerruchos que aqui se vêem têm cerca de uma semana de vida e já estão de olhos abertos.

Só não sabem o destino que os espera: daqui a poucos meses terminarão a sua existência cozinhados à caçadora ou com feijão branco, no churrasco ou à chefe, com molho de tomate ou com cogumelos, etc, etc...

15 novembro 2010

Magusto Tradicional, a Festa da Castanha

Magusto Tradicional - a Festa da castanha
Magusto, a Tradicional Festa da Castanha

Na Serra de Monchique, a Festa da Castanha realiza-se no primeiro dia de Novembro, Dia-de-Todos-os-Santos e não no dia de S. Martinho como na generalidade das terras do nosso país.

Destacam-se na preservação desta tradição as Juntas de Freguesia de Marmelete e do Alferce, que, todos os anos, nos brindam com mais um magusto, nas respectivas sedes, aberto a toda as pessoas que neles queiram participar.

Esta fotografia foi obtida no super-magusto de Marmelete deste ano.


07 novembro 2010

A Rosácea da Igreja Matriz de Monchique

Rosácea da Igreja Matriz de Monchique
Rosácea da Igreja Matriz de Monchique

A ideia que temos da rosácea da Igreja Matriz de Monchique, também denominada Igreja de Nossa Senhora da Conceição, sua padroeira, é a que, habitualmente, formamos através da observação do exterior.

No interior, normalmente, voltamos-lhe as costas por ser no topo oposto que se passa toda a acção religiosa.

Vista por dentro, em tarde solarenga, apresenta-se com este aspecto multicor.


22 outubro 2010

O Pisco-de-Peito-Ruivo (erithacus rubecula)

Sentinela de Monsanto
O Pisco-de-Peito-Ruivo (erithacus rubecula)

Há dois anos atrás publiquei aqui uma fotografia do Pisco-de-Peito-Ruivo (erithacus rubecula).

Por se tratar de uma ave muito especial para mim, aqui deixo outra que tirei hoje.

É nesta altura do ano que se podem observar em maior número na nossa zona.


Lagar de Varas de Idanha-a-Velha

Sentinela de Monsanto
Lagar de Varas de Idanha-a-Velha

Ao que pude apurar, trata-se dum lagar não muito antigo (provavelmente ainda não centenário) que foi recuperado e se encontra num estado de 'como novo'.

O que me desperta a curiosidade é o facto de, como prensa, utilizarem aqueles pesadíssimos troncos de árvore a que chamam varas...

04 outubro 2010

A sentinela granítica de Monsanto

Sentinela de Monsanto
O granito é a essência da Aldeia de Monsanto

A Aldeia de Monsanto é de todos conhecida como uma das mais típicas Portugal. Faz parte dum conjunto de aldeias que têm quase tudo em comum e o granito, poderá dizer-se, é a sua essência.

Nesta fotografia, aqui o vemos personalizado neste pedregulho, qual sentinela mirando o horizonte até quase ao infinito.

23 setembro 2010

No Arade, contra a luz

Escultura na zona ribeirinha de Portimão
Uma das várias esculturas existentes à beira-rio na zona ribeirinha de Portimão

A Câmara de Portimão promoveu, últimamente, alguns eventos escultóricos que merecem realce.

De alguns deles resultaram várias obras que ficaram expostas, em permanênia, na sua zona ribeirinha, na margem do rio Arade.

De manhã, vista em contraluz, aqui fica esta, um trabalho simples mas muito interessante.

08 setembro 2010

XXIII Encontro de Acordeonistas - Monchique 2010

XXIII Encontro de Acordeonistas - Monchique 2010
Duas relíquias da música popular: o tocador e a sua velha concertina

A Junta de Freguesia de Monchique promove anualmente um encontro de acordeonistas da região. A XXIII edição teve lugar no passado dia 5-09-2010.

Embora a qualidade musical média dos participantes não tenha sido a mais desejável, valeu a pena testemunhar o empenho e dedicação de todos: organização e participantes.

E, acima de tudo, certificarmo-nos de que as tradições, em Monchique, são para preservar.

03 setembro 2010

O Moinho do Poucochinho

Moinho do Poucochinho - Barranco dos Pisões - Monchique
A roda de pás do Moinho do Poucochinho

A Junta de Freguesia de Monchique mantém em bom estado de funcionamento o Moinho do Poucochinho, no Barranco dos Pisões, e, pelo menos, uma vez no ano é possível vê-lo a funcionar.

Esta é a roda de pás em madeira que permite aproveitar o movimento da água e pôr a girar a mó de granito existente no interior do moinho.

23 julho 2010

Perdigoto, o filho da perdiz

Perdigoto, o filho da perdiz
Perdigoto, o filho da perdiz

Certamente já sabe que animalzinho é este da fotografia. Exactamente. É um perdigoto, o filho da perdiz.

Saberá igualmente que eles se deixam apanhar com a maior das facilidades. E já que toda a gente sabe disso, não vale a pena revelar como.

Foi o que aconteceu com este que se deixou fotografar, com a respectiva mãe sempre a uma distância não superior a dez metros a supervisionar a operação.

No final, seguiram os dois e mais uma dezena de irmãos, encosta acima, sob o calor abrasador duma tarde de Julho, à procura de mais algum alimento, a salvo do predador mor: o homem.

19 julho 2010

Piódão, uma Aldeia Histórica

Piódão, uma Aldeia Histórica
Piódão, uma Aldeia Histórica (quase) toda construída em Xisto

Vale a pena percorrer as estradas sinuosas, com ígremes descidas e subidas, que dão acesso a esta Aldeia classificada como uma das dez Aldeias Históricas de Portugal.

Localizada na Serra do Açor, contígua à Serra da Estrela, tem as suas casas quase todas construídas em xisto. Algumas que o não eram já foram reconvertidas, outras, poucas, entre as quais a Igreja, ainda não. Nas portas e janelas predomina o azul. Desconhece-se porquê.

É linda. Se ainda lá não foi, não deixe de a visitar logo que possa.

21 abril 2010

O Pica-Pau-Malhado-Grande (Dendrocopos major)

Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major)
Por cá, chamamos-lhe "peto encarnado"...

No início da Primavera, quando caminhar por entre árvores numa zona de poucas ou nenhumas casas, poderá muito bem acontecer começar a ouvir uma espécie de tamborilada em madeira seca, cadenciada a cerca de doze batidas por segundo.

Será, provavelmente, esta ave martelando o tronco duma árvore seca com o seu forte bico, à procura de larvas e insectos de que se alimenta (também come pinhões e muitas outras coisas) e, dizem os entendidos, comunicando com o seu par num ritual de acasalamento.

Se se aproximar sorrateiramente dissimulando-se por entre os arbustos ou escondendo-se de qualquer outra forma, poderá assistir a um espectáculo que não esquecerá.

10 março 2010

A Cascata do Barbelote

Cascata do Barbelote - Fóia - Monchique
Quando inverna, a Cascata do Barbelote mostra a sua beleza

Num inverno chuvoso como o actual, a Cascata do Barbelote, na encosta norte da Fóia, toma proporções inusitadas. E brinda-nos com um espectáculo só possível no seguimento de chuvadas prolongadas.

Para quem não disponha dum todo-o-terreno, é penoso chegar lá em baixo, debaixo de chuva, e regressar ao ponto de partida. Mas vale bem a pena.

11 fevereiro 2010

Entardecer no Esporão

Entardecer no Esporão
Na Herdade do Esporão, ao anoitecer...

Bom vinho, bom azeite, bom acolhimento e um entardecer inesquecível. Tudo isso podemos encontrar na Herdade do Esporão, em Reguengos de Monsaraz.

E, ainda, visitar a respectiva adega, acompanhados de um cicerone simpático e conhecedor da arte de produzir o precioso néctar.

01 fevereiro 2010

Uma Carpa 'Loch Alqueva' (cyprinus carpio)

Carpa da Barragem do Alqueva
Esta carpa-comum (cyprinus carpio) passeava-se, há dias, pachorrentamente pela Barragem do Alqueva

Quando uma carpa-comum resolve pôr a boca fora da água, o resultado fotográfico pode ser este.

Há dias, na Barragem do Alqueva, encontrei esta que me proporcionou algumas fotografias curiosas com a sua imagem a surgir distorcida pelos movimentos ondulantes da água, qual monstro de 'Loch Alqueva'...

Na verdade, a sua verdadeira 'cara' era esta...:

Carpa da Barragem do Alqueva

25 janeiro 2010

O Plátano Centenário do Barranco dos Pisões

Barranco dos Pisões
O Plátano Centenário (e classificado), Barranco dos Pisões

Um pouco acima do Moinho do Poucochinho, no Barranco dos Pisões, podemos encontrar o conhecido Plátano Centenário, árvore centenária e classificada.

Nesta época do ano, hiberna bem próximo do inusitado caudal do Barranco que o abraça durante todo o ano.

23 janeiro 2010

O Moinho do Poucochinho

Moinho do Poucochinho
O Moindo do Poucochinho, Barranco dos Pisões

Por estes dias, o Moinho do Poucochinho, no Barranco dos Pisões, apresenta-se assim.

Se ainda houvesse cereal para moer, água não faltava para pôr a sua engrenagem a funcionar.

19 janeiro 2010

Uma vista das Caldas de Monchique

Vista das Caldas de Monchique
Vista das Caldas de Monchique

Uma vista das Caldas de Monchique já muito vista por todos. Nem por isso menos bonita.

Esta casa de formas invulgares na região e enquadrada por tanta Natureza sempre me cativou.

Em especial, nestes dias chuvosos e melancólicos de Inverno.

11 janeiro 2010

A Flor da Camélia (Camellia japonica)

Flor da camélia
A flor da camélia

Nesta época do ano em que poucas plantas estão activas, a camélia brinda-nos com as suas flores.

Sendo normalmente associada ao norte de Portugal, em especial à cidade do Porto, também é muito frequente aqui em Monchique onde o clima tem algumas semelhanças ao da capital do norte.

26 dezembro 2009

16 dezembro 2009

A época dos cogumelos

Cogumelo
Um minúsculo mas lindíssimo cogumelo

Nesta época do ano, basta sairmos de casa para encontrarmos cogumelos. Por vezes, quanto mais vistosos mais perigosos, se os ingerirmos.

Na minha última caminhada, para além de muitos outros, encontrei estes dois, de tamanho bem diferente, mas que me prenderam a atenção pela mesma razão: as suas cores.

Não sou entendido no assunto, mas por nada comeria qualquer deles. O segundo - corrijam-me se estou errado - parece ser um amanita com características alucinogéneas...

Cogumelo

05 dezembro 2009

Campos de golf e cogumelos

Cogumelos num campo de golf algarvio
No inverno, os campos de golf algarvios "produzem" cogumelos...

No Algarve, os campos de golf abundam. Para dizer a verdade, são já uma espécie de praga. Não se andam meia-dúzia de quilómetros que não encontremos um em qualquer sítio.

Se vai haver água suficiente para os manter e satisfazer o consumo público em simultâneo, isso já é um problema dos nossos descendentes. Porque nós "lavamos" daí as nossas mãos...

E, já agora, uma sugestão:

Por que não transformá-los, no inverno, em campos de produção de cogumelos?...

Talvez este, no Barlavento, seja pioneiro da ideia...

Cogumelos num campo de golf algarvio

24 novembro 2009

Medronhos de rara qualidade

Medronhos de Monchique
Medronhos de qualidade e cor invulgares...

Já que estamos na época da apanha do medronho, aqui deixo uma das muitas fotografias que tirei nas minhas incursões pelos medronheiros adentro.

Seleccionei-a pela rara qualidade dos frutos e suas cores a condizer.

28 outubro 2009

'Marcas do Tempo' - 5ª Corrida Fotográfica de Monchique

Apanha da castanha - Monchique
"Marcas do Tempo"...

O Júri da 5ª Corrida Fotográfica de Monchique, realizada em 12 de Setembro de 2009, atribuiu o 1º prémio do tema "Marcas do Tempo" a esta fotografia.

Obrigado.

20 outubro 2009

Pôr-do-sol na Praia da Amoreira

Pôr-do-sol na Praia da Amoreira - Aljezur
O pôr-do-sol é sempre um espectáculo a não perder.

A Praia da Amoreira, no nosso vizinho concelho de Aljezur, é uma das preferidas de alguns de nós. Com toda a razão.

Para além da sua beleza natural, das suas águas límpidas e da sua localização fora do bulício da costa sul do Algarve, pode-se retardar o regresso a casa e disfrutar dum pôr-do-sol magnífico seguido dum crepúsculo indescritível.

Foi o que fiz numa tarde destas, já de Outono, mas ainda com temperaturas que desafiam o Verão recentemente terminado.

Pôr-do-sol na Praia da Amoreira - Aljezur
Nada melhor para descontrair do que assistir ao pôr-do-sol na Praia da Amoreira.

26 setembro 2009

A Borboleta Cauda de Andorinha (papilio machaon)

Borboleta Cauda de Andorinha (papilio machaon)
A borboleta cauda-de-andorinha é uma das mais vistosas.

A borboleta cauda-de-andorinha (papilio machaon) não é das mais frequentes mas é, seguramente, uma das mais vistosas que por cá aparecem.

Nos últimos dias deste Verão, apesar das flores já não abundarem, esta ainda esvoaçava pela encosta norte da Fóia aproveitando um dia de grande luminusidade e muito calor.

10 agosto 2009

O escaravelho da batateira

Escaravelho da batateira (leptinotarsa decemlineata)
O escaravelho da batateira tem um apetite voraz. Come de noite e de dia.

O escaravelho da batateira (Leptinotarsa decemlineata), na sua fase larvar, é o arqui-inimigo do produtor de batatas.

Nos batatais que não sejam 'tratados' com o pesticida adequado, aparecem aos milhares e consomem todas as partes verdes da batateira, dum dia para o outro, no seu voraz apetite de 24 horas por dia.

À distância, parecem pequenos morangos maduros, mas, ao perto, têm este aspecto até se transformarem naqueles vistosos besouros amarelos com listas pretas que, em pouco tempo e enquanto houver batateiras verdes, irão dar origem a uma nova geração....

Escaravelho da batateira (leptinotarsa decemlineata)
Os besouros acasalam e começam a pôr ovos na face inferior das folhas da batateira.

04 agosto 2009

As amoras silvestres

Amoras silvestres
No Verão, as amoras silvestres surgem aos cachos por todo o lado.

A silva, um arbusto que tantas vezes nos importuna com os seus picos, também nos brinda com um fruto interessante.

Não tem grande utilidade nem é muito apreciado, mas não deixa de ser agradável olhar para um silvado, no rigor do verão, e observar quão bonita esta planta é, carregada com os seus frutos que produz em grande quantidade.

De facto, os agricultores tradicionais costumavam dizer que para algumas plantas infestantes não havia mau tempo. Esta era uma delas.

Na minha juventude, havia o hábito de comermos estas amoras, mais por graça do que pelos seus atributos. E sabiam bem...

Amoras silvestres
Embora se assemelhem ao fruto da amoreira, nada têm a ver com ela.

20 julho 2009

Pôr-do-sol na Ria de Alvor

Pôr-do-sol com flamingo
Ao solposto, por vezes, veêm-se flamingos na Ria de Alvor.

Há um bando de flamingos - reduzido, diga-se - que costuma aparecer pela Ria de Alvor.

No fim de tarde dum dia solarengo, parei por uns momentos observando-os a tomarem a última refeição do dia, até que este decidiu levantar voo, sòzinho, e seguir uma rota frontal ao sol que se escondia por detrás dos arbustos.

15 julho 2009

A Mesquita de Córdoba

Mesquita/Catedral de Córdoba
Interior da Mesquita/Catedral de Córdoba.

A Mesquita de Córdoba, com mais de mil anos de existência, - transformada em Catedral Católica desde a conquista da cidade pelos cristãos, no século XIII - é uma das obras mais significativas da arquitectura árabe na Península Ibérica.

Chegou a ser a terceira maior mesquita do mundo, sendo superada apenas pelas de Meca e de Casablanca. Nesses tempos, Córdoba era considerada a cidade mais próspera da Europa.

Certamente já todos a visitaram, mas nunca é de mais realçar a sua grandiosidade e beleza, e expressar a admiração que sinto por tão doutos engenheiros e arquitectos de antigamente.

Torre da Mesquita/Catedral de Córdoba
A torre da Mesquita/Catedral de Córdoba por entre as plantas do seu jardim.

01 julho 2009

Um ninho de melro

Ninho de melro
Na Primavera, os melros fazem ninhos até à nossa porta...

Os melros nidificam em todo o lado, até mesmo à nossa porta em qualquer planta que lhes agrade para o efeito. Não é o caso deste ninho, que encontrei num bosque, bem longe do mundo citadino, em cima duma pequena oliveira, a não mais de dois metros de altura.

Para além do canto melodioso, das penas pretas brilhantes e do bico amarelo do macho, na época de reprodução, outra coisa que sempre me cativou nesta ave tão abundante no campo e na cidade são os seus ovos, que a fêmea põe num ninho bem arquitectado, embora não tão confortável como o de outras pequenas aves.

A sua tonalidade de azul é algo que me encanta.

23 junho 2009

O Noitibó (Caprimulgus europaeus e caprimulgus ruficollis)

Noitibó
O Noitibó é uma ave nocturna que poucos conhecem

Há por cá duas variedades de Noitibó. Um é o europeu ou cinzento, o outro é o de nuca vermelha. Dizem que são muito parecidos. Não sei se estão representados nestas duas fotografias.

O que sei é que são aves nocturnas que se alimentam de insectos que apanham em vôo - repare no tamanho desproporcionado da boca e nos "bigodes" à sua volta que lhes facilitam essa actividade... - e que o seu canto é um pouco estranho, fazendo lembrar a vibração dos ralos em noites de calor ou mesmo o coaxar das rãs.

O seu nome científico - caprimulgus - terá a ver som a crença dos antigos de que ordenhava as cabras durante a noite e o seu mimetismo é do mais perfeito que se possa imaginar. De dia, é quase impossível descobri-los.

Põem os ovos directamente no chão, numa pequena cova, sem fazer ninho e há quem diga, por desconhecimento, que os transportam entre as patas quando voam..

Noitibó
O Noitibó pode ver-se no campo nas noites de verão